Polícia bloqueia acessos bancários em investigação sobre desvio de mais de R$ 1 milhão do Imafir
Polícia bloqueia acessos bancários em investigação sobre desvio de mais de R$ 1 milhão do Imafir
Operação Mandato Espúrio apura transferências para contas ligadas a antigos dirigentes durante disputa pelo controle da entidade
A Polícia Civil bloqueou contas e suspendeu credenciais bancárias de investigados por movimentações financeiras que ultrapassam R$ 1 milhão e teriam causado prejuízo ao Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (Imafir-MT). As medidas fazem parte da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25).
Entre os investigados estão um ex-presidente e um ex-diretor executivo da entidade. Um deles é Hugo Garcia (PSDB), ex-presidente do instituto e ex-prefeito de Nova Mutum. A investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá apura, em tese, os crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica.
Segundo a Polícia Civil, aproximadamente R$ 774 mil teriam sido transferidos para uma conta pessoal e para uma empresa pertencente ao então diretor executivo do instituto. Outra movimentação, no valor de R$ 270 mil, teve como destino um escritório de advocacia. A destinação dos recursos e as autorizações utilizadas nas operações são investigadas.
As transações teriam ocorrido durante uma disputa interna pelo comando do Imafir-MT. Conforme a investigação, um antigo dirigente teria realizado atos de gestão e movimentações bancárias mesmo após um acordo homologado e uma decisão judicial que limitavam sua atuação e o impediam de reassumir a presidência da entidade.
Para impedir novas operações, a Justiça determinou a suspensão de senhas, tokens, certificados digitais, assinaturas eletrônicas e outros mecanismos de acesso às contas do instituto, incluindo a chamada Chave J. Com a medida, os investigados ficam impossibilitados de autorizar pagamentos, transferências, Pix, aplicações e resgates em nome da entidade.
Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Cuiabá. Documentos, celulares, computadores e registros contábeis recolhidos serão submetidos à análise e perícia. O material deverá auxiliar no esclarecimento das contratações, das autorizações bancárias e do destino dos valores. O inquérito segue em andamento, e os envolvidos ainda poderão ser indiciados conforme o resultado das investigações.