Sorriso: Justiça decreta prisão preventiva de mandante e agenciador de tentativa de homicídio
A DHPP de Sorriso continua as investigações para identificar os demais envolvidos
A Justiça decretou a prisão preventiva de Marcos de Paula e Adair César Martini. A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Delegacia da Polícia Judiciária Civil de Sorriso havia prendido os dois homens, um por mandar e outro por agenciar a morte de uma pessoa na cidade.
O homicídio não foi consumado no dia 2 de agosto do ano passado, apenas o veículo que a vítima estava teve perfurações por disparos de arma de fogo. Conforme decisão da Justiça, a prisão temporária foi convertida em preventiva em razão da “garantia da ordem pública, da instrução criminal e para a aplicação da lei penal”.
Conforme o Portal Sorriso noticiou, o suspeito Marcos de Paula seria o agenciador enquanto Adair Cesar Martini, conhecido por Professor, que seria o mandante, foi preso município Itá (SC), pela Polícia Civil do Estado de Santa Catarina. As prisões foram efetuadas no dia 11 deste mês.
Já Marcos de Paula teve também mandado de busca cumprido em sua casa dele, no bairro Santa Maria, que fica próximo a chácara, onde ocorreu o crime, também foi cumprido mandado de busca.
A tentativa de homicídio ocorreu no dia 2 de agosto de 2018, em frente uma chácara nas proximidades do perímetro urbano do município. Na ocasião, a vítima saia da chácara na companhia de seu amigo, que conduzia um veículo Ford Fiesta, momento em que foi abordado por dois homens armados que passaram a disparar contra o veículo.
A vítima conseguiu acelerar o veículo, despistando os atiradores. Os disparos atingiram apenas o veículo e a vítima saiu ilesa. A vítima procurou a unidade policial de Sorriso para noticiou os fatos. Posteriormente, o veículo foi submetido a exame pericial.
No curso das investigações, foram ouvidas diversas testemunhas, inclusive, a pessoa que dirigia o veículo, conhecida por “Padre”, que relatou que havia emprestado o veículo Ford Fiesta a um amigo naquela ocasião, e que ele havia ido até chácara lhe visitar.
A DHPP ainda esclareceu que o tal “Professor” encomendou a morte da vítima para Marcos de Paula, e este teria subcontratado os atiradores. Com a eliminação da vítima, lucraria com o imóvel. Em razão da amizade e confiança entre ambos, o contrato da propriedade estava registrado em nome de Adair “Professor”. Logo, com a morte da vítima a procuração se extinguiria, e “Professor” estaria livre para negociar com a outra parte sem a interferência do amigo.
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