Sorriso: jovem conhecida nas redes sociais é suspeita de aplicar novos golpes de estelionato
Joara Pimentel foi um dos nomes mais comentados nos últimos dias
Joara Pimentel. Este foi um dos nomes mais comentados nos últimos dias por usuários de redes sociais. Porém, tudo começou em junho do ano passado, quando duas postagens foram feitas por duas pessoas.
Em uma delas, um morador de Sinop afirmava que passou um valor em dinheiro para uma jovem, com o intuito de comprar o celular dela. Porém, o aparelho não foi entregue.
Já uma moradora de São Paulo postou fotos da moça e afirmou que ela tinha o costume de praticar golpes. As publicações foram feitas em um grupo do município de Sorriso, local onde Joara reside.
Em um dos posts, inclusive, a suposta vítima da capital paulista afirmou que Joara se dizia filha de uma juíza de direito.
O assunto virou polêmica e muitos comentários foram feitos por outros usuários, dando apoio à atitude dos denunciantes.
Alguns chegaram a pedir a prisão de Joara. Na semana passada, o caso voltou à tona após alguns internautas comentarem nas postagens e fazer com que elas voltassem a ter destaque. Tal ação fez com que aparecessem novas supostas vítimas da moça.
Uma delas procurou a reportagem do Cidade Alerta e afirmou ter tomado um prejuízo superior a R$ 30 mil com a Joara.
Sem ser identificado, o rapaz conta que conheceu a suspeita no ano passado, por meio do namorado dela.
O que poderia causar desconfiança no rapaz era o fato da Joara usar como meio de transporte uma moto com alguns anos de uso. Um veículo considerado simples para quem é filha de uma juíza e aparentava ter tudo de modo fácil.
No entanto, o rapaz afirma que para isso, Joara inventou uma estória. A juíza Débora Roberta Pain Caldas, que hoje atua na segunda vara criminal de Sinop e já trabalhou por 8 anos e 2 meses em Sorriso, teve o seu nome usado outras vezes durante a relação de amizade entre a Joara e a suposta vítima.
Ao sentir que podia confiar na moça, o rapaz começou a atender alguns favores solicitados por ela, como, por exemplo, o empréstimo de dinheiro, entre outros. Os pedidos eram feitos por meio de mensagens via WhatsApp enviadas por uma pessoa que se dizia secretária da juíza Débora.
Essa situação percorreu até o momento em que a suposta mãe de Joara pediu para que o rapaz comprasse alguns celulares para dar de presente à garota e ao irmão dela, que segundo o homem, ela falava que era um policial civil de Sorriso com o nome de Jéferson.
Como o resultado do golpe, comprovantes de transferência foram enviados. Sendo cada um no valor de R$ 4,9 mil. Ambos em nome de Débora Roberta Pain Caldas, como se a juíza tivesse feito a transação bancária para a conta do rapaz.
No entanto, como o procedimento foi feito entre bancos diferentes, os valores não caíram no mesmo dia e o homem, confiando na palavra da suposta magistrada, enviou os aparelhos. Mas o dinheiro nunca caiu na conta dele.
Mesmo não conhecendo a juíza pessoalmente, o rapaz já teria uma certa intimidade com ela. Nessa mensagem, a magistrada agradece os favores feitos pelo amigo da filha e diz que ele não precisa chamá-la de senhora, pois não estavam em audiência.
Como não estava conseguindo mais contato com a juíza Débora, o homem resolveu procurá-la no fórum de Sinop, com o objetivo de ter a dívida paga.
Procurada pela reportagem, a magistrada Débora garante que desconhecia que seu nome estava envolvido neste caso. Além disso, a juíza relata ainda que apesar de desconhecer o uso do seu nome nesta história contada pela vítima, chegou a ser procurada no ano passado por uma outra moradora de Sinop, que também disse ter sido vítima de um golpe em que a suspeita relatava ser filha dela.
Sobre o caso atual, a juíza afirma que tomará as providências necessárias.
Em 2015, Joara foi conduzida à delegacia de Sorriso para prestar depoimento sobre outro golpe. Na ocasião, segundo o então delegado do município, ela se dizia amiga de uma dentista e entrava em contato com conhecidos da mesma por meio das redes sociais e pedia dinheiro emprestado para a reforma ou compra de equipamentos para o consultório odontológico da profissional.
O delegado regional em exercício, Ugo Reck de Mendonça, afirma ter conhecimento dos casos envolvendo o nome da suspeita e que as investigações estão em andamento.
O Cidade Alerta entrou em contato com a Joara e com a defesa dela, porém elas preferiram não gravar entrevista e disseram que vão provar a inocência na Justiça.
Confira AQUI a reportagem completa no Cidade Alerta, programa da TV Sorriso (Record TV).