Gilmar Fabris é preso e afastado da Assembleia Legislativa
Parlamentar ofendeu médico sorrisense em maio deste ano
A Polícia Federal (PF) está cumprindo neste momento mandado de prisão contra o deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), vice-presidente da Assembleia Legislativa.
Segundo apurou a reportagem, o deputado saiu de seu apartamento, em Cuiabá, ontem, por volta das 5h30min, antes de os agentes da Polícia Federal cumprirem o mandado de busca e apreensão, autorizado pelo ministro Luiz Fux, do STF, na 12ª fase da Operação Ararath.
Como a PF não o encontrou em sua residência, foi pedido o mandado de prisão contra o parlamentar por obstrução de provas. Segundo o mandado, ele saberia da operação e teria levado documentos antes da chegada dos agentes.
Ontem mesmo, o deputado viajou para Rondonópolis, onde tem residência. Na manhã desta sexta, ele foi informado, por telefone, que policiais federais estiveram em seu apartamento em Cuiabá a fim de cumprir o mandado de prisão.
O deputado afirmou ainda que deve retornar a Cuiabá de avião. Fabris foi citado na delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), como sendo um dos parlamentares que teriam sido beneficiados com o chamado “mensalinho”.
Conforme o ex-governador, os pagamentos, fruto de propina, serviam para comprar apoio para sua gestão na Assembleia.
Outro lado
Por telefone, Fabris disse que está, neste momento, retornando a Cuiabá para se apresentar à sede da Superintendência da PF. "Não procede a acusação da Polícia Federal. Sempre saio de casa por volta das 5h30min da manhã. E também não retirei nenhum documento de minha residência, tanto é que ficaram joias de minha esposa e relógios de minha propriedade no cofre do apartamento", disse Fabris.
Procurada pelo Portal Sorriso, a assessoria de Gilmar Fabris (PSD) afirma que "ele respeita o papel da Justiça no seu dever de investigação e no momento oportuno vai apresentar sua defesa". Confira abaixo a nota na íntegra:
"Com relação ao pedido de prisão autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, o deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) nega que tenha agido para destruir provas ou obstruir a Justiça.
O parlamentar estava desde ontem em Rondonópolis. Ao tomar conhecimento da ordem de prisão pegou a estrada em direção à sede da Polícia Federal em Cuiabá para se apresentar acompanhado dos seus advogados de defesa. A legislação autoriza a prisão de parlamentares somente em caso de flagrante ou crime inafiançável, o que não se enquadra ao caso e será questionado pela defesa".
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Médico sorrisense ofendido
Em maio deste ano, Gilmar Fabris (PSD) fez um depoimento ofensivo contra o médico Roberto Satoshi, que trabalha em Sorriso e espontaneamente chorou em entrevista por causa das condições precárias na unidade. Ele chamou o ex-diretor técnico do Hospital Regional de Sorriso de 'mentiroso' e insinuou que a 'população pujante' da Capital do Agronegócio manteria o hospital.
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